Como projeto de conclusão do Programa, os alunos foram instigados a desenvolver propostas para enfrentar uma das principais questões do estado do Rio de Janeiro: o controle territorial por grupos criminosos. O desenvolvimento dos projetos articulou os conhecimentos trabalhados ao longo do Programa à experiência profissional dos integrantes da turma. O ponto de partida foi a construção de uma árvore do problema sobre o controle territorial por grupos criminosos no Estado do Rio de Janeiro, a fim de identificar os fatores associados à sua manutenção e as diferentes frentes sobre as quais seria possível atuar.
A partir desse processo, foram definidas sete causas principais: desigualdade da presença estatal no território; envolvimento de agentes do Estado com o crime organizado violento; limitações do sistema de justiça criminal na responsabilização de membros de grupos criminosos; deficiências do sistema prisional; capacidade de coerção armada; valor político-econômico do território; e recrutamento e permanência de crianças e adolescentes em grupos criminosos armados. Cada causa foi detalhada em sub causas, permitindo delimitar com maior precisão os mecanismos associados ao problema e consolidar um diagnóstico comum. A árvore de problema orientou a definição dos temas dos nove projetos e a formação dos grupos.
A composição dos grupos considerou essas preferências e buscou reunir profissionais de diferentes instituições, favorecendo uma formação multidisciplinar e o desenvolvimento de intervenções articuladas e complementares.
A elaboração das propostas contou com reuniões iniciais para definição e estruturação dos projetos e reuniões semanais de acompanhamento com a equipe do Leme. Também foram realizados quatro encontros com toda a turma para discutir relações, sobreposições e complementaridades entre as propostas. Ao longo desse processo, os grupos contaram com o apoio de assistentes de pesquisa do Leme no levantamento de dados e bibliografia e na preparação dos materiais.
O desenvolvimento dos projetos também incluiu reuniões de orientação e encontros com mentores e especialistas nos temas de cada proposta. Os participantes realizaram ainda conversas com gestores de outros estados e instituições para conhecer diferentes experiências e aprimorar as intervenções. Ao todo, 31 pessoas apoiaram os autores na formulação dos projetos.










