No dia 23 de julho, Joana Monteiro, diretora executiva e cofundadora do Leme, participou do terceiro encontro do Brasil Adiante, iniciativa promovida pelo Estadão para reunir especialistas em torno de propostas voltadas aos principais desafios do país. Realizado em São Paulo, o evento discutiu temas relacionados à segurança pública e ao crime organizado, cujas contribuições integrarão um documento a ser entregue ao próximo presidente da República após as eleições de 2026

Joana integrou o painel "Por que o Brasil não consegue reduzir a violência?", ao lado de Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e de Rodrigo Pimentel, capitão veterano do BOPE e coautor dos filmes Tropa de Elite. O debate foi mediado por Victor Vieira, editor do Estadão, e abordou os principais desafios para a redução consistente da violência no Brasil.

Durante sua participação, Joana destacou a importância de conferir maior prioridade política à agenda da segurança pública e de definir estratégias a partir dos principais problemas enfrentados em cada contexto.

"Segurança pública não é uma questão puramente de lei; ela é uma questão de desenho de incentivos, de uso de informação. Assim como na saúde a gente não depende só de médico para acabar com uma epidemia, na segurança pública não vamos depender só de policial para acabar com os problemas de segurança", afirmou.

A programação do encontro foi dedicada à discussão de propostas para a área de segurança pública e contou com dois painéis temáticos. Além do debate sobre os fatores que dificultam a redução da violência, especialistas discutiram o painel "O crime organizado está mais preparado que o Estado?", voltado aos desafios impostos pela expansão das organizações criminosas e às estratégias para fortalecer a capacidade de resposta do poder público.

O Brasil Adiante é uma série de encontros organizada pelo Estadão com curadoria do jornalista Fábio Barbosa. A iniciativa reúne especialistas de diferentes áreas para discutir soluções voltadas aos principais desafios nacionais e elaborar uma agenda de propostas para subsidiar o próximo ciclo de governo. Ao final do projeto, as contribuições dos debates serão consolidadas em um documento a ser entregue ao presidente eleito, reunindo recomendações para os primeiros 24 meses da nova gestão federal.