Em junho de 2025, Joana Monteiro, diretora e cofundadora do Leme, foi nomeada para compor o Conselho de Monitoramento da ADPF 635, criado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. O colegiado reúne oito integrantes e tem como objetivo acompanhar a implementação das medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre operações policiais no Rio de Janeiro.
Conhecida como “ADPF das Favelas”, a ADPF 635 foi ajuizada em 2019 e resultou em decisão do STF em 2020, que limitou a realização de operações policiais em comunidades. Como resultado, a medida reforçou a necessidade de controle pelo Ministério Público e de proteção de direitos fundamentais das populações mais vulneráveis.
O Conselho inclui representantes de órgãos públicos, da academia e da sociedade civil, garantindo participação democrática e diversidade de perspectivas. Joana Monteiro e Daniel Cerqueira, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e coordenador do Atlas da Violência, foram escolhidos como representantes da sociedade civil.
Também fazem parte do colegiado:
Antônio Edílio Magalhães Teixeira, Conselheiro Nacional do Ministério Público, que exercerá a função de Coordenador-Geral, representando o Conselho Nacional do Ministério Público;
Carina Senna, Promotora de Justiça, representando o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro;
Paulo Marcos de Farias, Juiz Auxiliar da Presidência, representando o Conselho Nacional de Justiça;
Fábio Villela de Pinho, Coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, representando a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro;
Marcos Paulo Dutra Santos, Defensor Público, representando a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro;
Julio José Araujo Junior, Procurador da República, representando o Ministério Público Federal.
Entre suas atribuições, o grupo será responsável pela execução das medidas estruturais determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, a elaboração de relatórios técnicos periódicos e o monitoramento transparente dos indicadores de letalidade e vitimização policial.
